Em sua apresentação oficial ao Grêmio, o técnico Paulo Autuori fez questão de agradecer a direção do clube por ter convicção no seu nome e por ter mantido a equipe por 40 dias com um treinador interino. O novo comandante tricolor, que assinou contrato até dezembro de 2010, falou sobre as questões envolvendo sua contratação, a Copa Libertadores e até o esquema tático a ser adotado no estádio Olímpico.

Confira alguns trechos da entrevista:
Como foi o convite do Grêmio.
“Após o primeiro contato eu me fiz três perguntas que sempre faço. Quando? Com quem? E onde?. A partir daí me decidi rapidamente de assumir esse compromisso. Neste momento é o clube certo, com as pessoas certas e no momento certo, em que eu me disponho de voltar após dois anos no mundo árabe”.
A responsabilidade de chegar ao clube em meio a Libertadores e o início do Brasileiro
“A minha responsabilidade é com a vida. Dentro da minha visão não quero ser melhor do que ninguém. O que eu tenho é a pretensão de lutar contra mim mesmo para ser melhor do que eu sou agora. Eu saio da tranquilidade de um futebol, que não tem o nível de exigência de um futebol brasileiro e europeu, porque quero provar que posso ser questionado. Nesse processo todo, quero colocar duas coisas, pois a direção teve convicção e correu riscos e isso é um exemplo para todos e uma mensagem para o grupo de trabalho”.
O que esperar do trabalho de Paulo Autuori no Olímpico
“Vocês devem ouvir falar em algum momento de conceito. Eu digo que hoje o futebol não permite você fechar os olhos para as categorias de base. Eu acredito no trabalho de interação e integração com as categorias de base. É fundamental você criar um modelo de jogo, que no momento que você puxar um garoto ele só terá que mostrar seu talento, pois o trabalho em si será o mesmo”.
Você indicou o volante Túlio e já falou sobre reforços
“Não houve nenhuma conversa em relação ao Túlio, pois ainda estávamos em uma negociação. (...) Eu quero ver o grupo, conversar, e ai depois ver um perfil de jogador que interessa a todos”.
Quando o Grêmio ficará com a cara do Paulo Autuori
“Não tem que ter a minha cara e sim a cara do Grêmio. Os jogadores e o público são os protagonistas do futebol e qualquer outro que queria ser protagonista, como técnicos, dirigentes, árbitros e jornalistas acabam estragando o espetáculo. Então o trabalho do técnico é mostrar o caminho, preparar o ambiente e ter liderança”.
O esquema a ser utilizado no Grêmio será o 4-4-2 ou 3-5-2
“Existem duas coisas fundamentais. Uma é a necessidade e outra é a vontade. O clube não pode ficar refém de uma vontade de um profissional Todos sabem que eu gosto do 4-4-2, pois acho um esquema que te dá mais variantes. Pra mim, o 3-5-2 foi criado para que o líbero seja liberado para ir a frente quando o time tem a bola, mas aqui no Brasil se atua com três zagueiros e assim eu acho que perde na criação”.
A Libertadores foi um fator que pesou na sua vinda para o Grêmio
“O que me atraiu foi aquilo que me foi proposto. As ideias em relação ao futebol, o que o clube quer fazer, mas claro que seria hipocrisia falar que a Libertadores não atrai. Agora fundamentalmente, as idéias e as propostas me deixam animado em fazer esse trabalho de integração e que aqui passa a ser um objetivo”.
O que Paulo Autuori conhece do grupo tricolor
“Tenho o conhecimento superficial de que pode ser um grupo bastante competitivo. Tenho algumas informações, mas existe a diferença de estar no dia a dia e olhar de fora. Até porque não é só a qualidade técnica e sim o potencial nos treinos e outros fatores que pesam”.
- Confira a entrevista coletiva com o técnico Paulo Autuori





















