No dia do confronto decisivo diante do Atlético-MG, a partir das 19h30min no Mineirão, o vice-presidente de Futebol colorado Fernando Carvalho mostrou-se esperançoso na conquista do tetracampeonato nacional. O dirigente acredita que o Inter possa ser beneficiado pelos confrontos diretos entre os principais adversários à conquista do Brasileiro. Em entrevista à Rádio Gaúcha, Carvalho falou ainda sobre o planejamento para o ano de 2010: novo técnico, competições e reforços. Confira.
- Título brasileiro
"Este campeonato tem proporcionado muitas surpresas. Muitos adversários da ponta de cima tem perdido pontos. Nós também, por exemplo contra Botafogo e Cruzeiro. Se tivéssemos empatado esses jogos em casa, estaríamos mais próximos do título. Mas ainda temos esperança. Temos de fazer nossa parte. Se vencermos nossas partidas, temos muita chance, pois o entredevoramento que existirá vai acabar nos dando essa oportunidade".
- O dirigente se arrepende da venda de Nilmar?
"O Inter há algum tempo vem vendendo um, dois, três jogadores por ano. Sempre que fez as vendas, tinha em casa a reposição. Podemos lembrar a venda do Alex, que já era quase reserva do Taison. Disputavam posição e o Taison mostrava grande desempenho. Por isso, o Alex foi vendido. Alguns atletas saíram porque as propostas, para eles, eram irrecusáveis, como nos casos do Fernandão e do Magrão. A única venda feita pelos recursos foi a do Nilmar. Por que? Se ele ficasse mais seis meses no Beira-Rio, poderia fazer pré-contrato e sair por término de vínculo. O clube decidiu que era o momento da venda, por um valor extremamente importante. O Alecsandro estava em boa fase e era um dos goleadores. No segundo semestre, houve uma queda de produção de todo o grupo, não só do Alecsandro. E aí a torcida acaba se lembrando do Nilmar, que está marcando na Seleção".
- Temporada 2010
"Temos um planejamento global, que se altera em alguns tópicos se estivermos na Libertadores ou na Copa do Brasil. Até porque houve uma pequena alteração neste planejamento, pois já gostaríamos de ter um treinador para o próximo ano. Como aconteceu a saída do Tite e o ingresso do Mário Sérgio, não queremos procurar ou negociar com algum profissional neste momento, para que o ambiente nosso não fique conturbado. É natural que isso ocorra; e a imprensa especule. Mas o planejamento, no que diz respeito a técnico e jogadores, vamos deixar para fazê-lo depois do dia 6 de dezembro".
- A direção quer manter Andrezinho? Há interesse do Flamengo?
"Não sabemos. Temos um pré-contrato com ele. Temos que amoldar a conclusão desta contratação. Queremos permanecer com o Andrezinho. Temos ideia de alguns reforços, mas 90% do grupo vai ficar. Temos quase tudo feito para o próximo ano; por isso, podemos esperar um pouco e iniciar no próximo dia 6".
- Giuliano e Alecsandro podem sair?
"Por uma questão nossa, o Giuliano certamente não sairá no início de ano. Pelo Alecsandro também não temos proposta alguma. O Inter o comprou do clube árabe e ele tem contrato por mais quatro anos".
- Até onde vai o limite de comando de um técnico no clube?
"O Inter tem uma organização e uma estrutura, da qual o técnico faz parte. Ele é o comandante da comissão e decide as questões de campo, escalação e treinamento. Até aí vai seu limite. Ele se encaixa dentro de uma engrenagem".
- Luxemburgo se encaixaria em tal filosofia?
"Sempre que contratamos um técnico, colocamos nossa posição e o que fazemos no departamento de Futebol. Não conversamos com o Luxemburgo; portanto não poderia responder. Temos notícia de que em alguns clubes ele tem um comando maior, como o Autuori tinha no Grêmio, que deu a ele o comando do Futebol e a atuação nas categorias de base. Nós não fazemos isso. Quando formos contratar, temos de conversar".
- O meia D´Alessandro pode ser negociado?
"Ele está dando resposta. Teve problemas, principalmente na questão das expulsões. Ficou um tempo sem jogar; teve o período de recuperação física. Queremos que o D´Alessandro renda mais. Ele não será negociado".




















