O Rio Va’a 2009, válido como etapa sul-americana do Circuito Mundial de Canoa Polinésia e segunda Copa Sul-Americana, terminou com sucesso de público e participantes neste último fim de semana na orla do Rio de Janeiro. A competição que contou com a participação de 250 atletas de nove diferentes países está tornando-se uma das provas mais tradicionais da modalidade no circuito mundial.
Os atletas entraram na água disputando os títulos sul-americanos por clubes, equipes de seis remadores e canoas individuais desta modalidade milenar, usada pelos antepassados na colonização de ilhas como o Havaí e Taiti. Os campeões do circuito de 22 Km foram os atletas da equipe Rapa Nui, da Ilha de Páscoa, localizada na Polinésia oriental, próxima à costa chilena. Os vice-campeões na V6 masculina foram os brasileiros da equipe TriboQPira e o terceiro lugar ficou com a Equipe Brucutus Cavalera, de Bertioga/SP.
Na V6 feminina a campeã foi a equipe Kimi Lokini, de Santos, seguida pelas equipes Rio Va’a-ICRJ-Haztec (RJ) e Carioca Va’a (RJ). Na V6 masculina Junior, Rapa Nui sagrou-se campeã sul-americana, seguida pela equipes Rio Va’a-ICRJ-Haztec Jr (RJ) e Brucutus Cavalera Caruaru (Bertioga).
Entre alguns dos resultados destaques estão: Felipe Neumann, de Santos/SP, que sagrou-se campeão sul-americano masculino na provas de V1 longa distancia Open e V1 curta distância Open; Andressa Saboya, também de Santos, sagrou-se campeã sul-americana feminina na provas de V1 longa distancia Open e V1 curta distância Open.
Na prova de V1 curta distância Junior masculina, o campeão sulamericano foi Victor Haoa, de Rapa Nui. No feminino, Rebecca Lellis, do Rio Vaá Clube, sagrou-se campeã sul-americana.
De acordo com Nicolas Bourlon, secretário adjunto da Federação Internacional de Va’a (nome popular da canoagem polinésia) e organizador da competição no Rio de Janeiro, que já chega à sua oitava edição, o Rio Va´a 2009 é uma competição que esta se tornando referência mundialmente. Francês, Nicolas vive no Rio há 20 anos e foi campeão da competição com sua equipe em 2006.
“Conheci a modalidade em 1981, quando a minha família estava morando na Ilha Grande do Havaí. Remei novamente em 2001, de férias no Havaí, e voltando para o Brasil comecei a praticar o esporte no Rio Va’a Clube. No mesmo ano, comecei a promover eventos e competições no Rio e a participação de equipes brasileiras no exterior. Hoje vemos o esporte evoluindo muito desde a primeira edição de Rio Va´a, em dezembro de 2002” contou Bourlon.
Sobre o desenvolvimento do esporte no país Nicolas Bourlon acredita que o Va´a está no caminho certo para tornar-se um esporte olímpico. Com a oficialização do Va´a junto a Confederação Brasileira de Canoagem e a parceria entre a Federação Internacional de Va´a e a Federação Internacional de Canoagem, o esporte segue a tendência mundial se aproximando dos comitês olímpicos, buscando assim seu espaço nas próximas edições dos Jogos Olímpicos.





















