Tênis    
Brasil Open: Feijão quer aproveitar embalo em casa para manter ascensão
08/02/2010 - 20:42:16 - por PC/Final Sports & AI DGW Comunicação

Não é só Thomaz Bellucci que entra em quadra, na Costa do Sauípe, super motivado. Entre os brasileiros, João Souza, o Feijão, é outro tenista que vive o momento mais especial da sua carreira e quer aproveitar o fato de jogar em casa, diante da sua torcida. Nesta terça-feira, ele estreia contra o romeno Victor Hanescu em sua primeira participação na chave principal do Brasil Open 2010.

O novo ranking, divulgado nesta segunda-feira pela ATP, posiciona Feijão em 155º lugar. É a sua melhor classificação, alcançada depois da campanha em Santiago do Chile, na semana passada. Ele furou o quali, superou o alemão Simon Greul (63º do mundo), em sua vitória mais expressiva como profissional, e só foi barrado na semifinal pelo argentino Juan Monaco.

"Isso é fruto do trabalho, mas ainda está longe do que eu quero e de onde eu sei que posso chegar", diz, confiante, o paulista de 21 anos.

Os 53 postos galgados na lista da ATP em apenas um torneio disputado já fazem Feijão a repensar seu calendário.

"Precisamos ver como serão esta semana em Sauípe e a seguinte, em Buenos Aires. Mas com essa subida, é provável que eu vá disputar torneios nos Estados Unidos em seguida. Já dá pra pensar no Masters Series de Miami e nos Grand Slams", vislumbra.

Centrado, Feijão faz planos, mas não perde o foco. E sua concentração é total no Brasil Open. Ele quer aproveitar o embalo para superar mais um grande adversário na primeira rodada em Sauípe. Ele enfrentará Hanescu, 45º do mundo, pela primeira vez, mas já sabe o que precisa para vencer.

"Não o conheço, mas sei que é um bom sacador, que bate reto e em cima da linha. Ele gosta de atacar e controlar o jogo, como eu. Será um páreo duro. Preciso me concentrar e acreditar em mim", explica.

Feijão aposta em algumas combinações para tentar repetir a boa campanha em Sauípe e seguir evoluindo no circuito profissional, como o apoio da torcida e o reencontro com o técnico Ricardo Acioly, o Pardal.

"Chego aqui motivado e tranquilo. Ter a torcida ao meu lado é uma energia a mais. Ter o meu técnico me acompanhando também é muito importante neste nível de competição", aponta ele que, em Santiago, contou com o apoio de João Zwetsch, técnico de Bellucci.

- Cafu, um exemplo

Para Pardal, a evolução de Feijão tem sido natural e ele já tem nível de jogo para figurar entre os top 100.

"O Feijão tem apresentado um processo crescente de amadurecimento. Agora é continuar trabalhando para que ele continue crescendo."

O técnico lembra que utilizou a figura do ex-capitão da Seleção Brasileira de futebol para fazer com que Feijão se mantivesse motivado nos momentos das derrotas.

"No ano passado, mostrei pra ele o exemplo do Cafu (rejeitado várias vezes, mas que insistiu com seu sonho para conseguir se firmar em um time profissional de futebol e se transformou em um dos maiores vencedores do futebol mundial). Ele vinha batendo na trave e, no Chile, emplacou", comemora.