Final Sports

Começando mais cedo.
Por Emanuel Neves
26/10/2007-04:22:20

Dubai: Muito dinheiro!

Com a confirmação da participação na Mohammed bin Rashid Internacional Football Championship, a Dubai Cup, nos Emirados Árabes, o Internacional começará 2008 mais cedo do que o esperado. O torneio, que reunirá Inter de Milão, Ajax e mais uma equipe ainda indefinida, será disputado entre os dias 5 e 7 de janeiro. Numa programação normal, o clube estaria realizando baterias de exames físicos e check-ups diversos nessas datas. Com o compromisso no Oriente Médio, estará em campo, disputando jogos contra times da primeira linha do futebol europeu. A exigência é bem maior e, talvez, exagerada para um grupo que terá ritmo nenhum, vindo de um mês de inatividade.

A comissão técnica colorada e os homens do futebol já quebram a cabeça para montar o calendário do início de ano, que pode começar até antes de 2007 terminar. O último jogo do Inter no Brasileirão está marcado para o dia 2 de dezembro, um domingo. Os atletas seriam liberados para as férias na segunda, 4. Se for respeitado o direito dos jogadores gozarem um mês de descanso, o plantel retornaria ao Gigante no dia 2 ou 3 de janeiro. Provavelmente, vestiriam os ternos e rumariam para o Salgado Filho minutos depois das boas-vindas de Piffero. Inviável. O risco de colocar um time completamente fora de forma em campo é altíssimo. Ninguém faria isso.

Há a possibilidade do clube antecipar as férias dos principais jogadores. Caso o Inter chegue na partida contra o Palmeiras, a penúltima, jogando por laranjas, sem chances de classificação à Sul-Americana – ou com ela já assegurada – e longe do risco de rebaixamento, o grupo titular poderia ser liberado no dia 26 de novembro. O Rolinho assumiria a última rodada, contra o Goiás, no Serra Dourada. A reapresentação dos demais aconteceria logo depois do Natal. Os boleiros teriam de passar o Reveillon sob os gritos, palmas e apitos de Eduardo Silva, Flávio Soares e Élio Carraveta, os responsáveis pela preparação física colorada. O calendário ficaria igualmente apertado. O Colorado treinaria cerca de uma semana antes da viagem.

Uma terceira hipótese seria quebrar as férias em duas partes. Os jogadores se ausentariam no dia 3 e folgariam por 20 dias, retornando no dia 23. Treinariam durante as festas, jogariam o torneio e ganhariam mais dez dias de descanso, voltando em 17 ou 18 de janeiro, às vésperas da estréia do Gauchão, marcada para o dia 20. O clube pode iniciar o Regional com o time B ou solicitar o adiamento da primeira rodada junto à FGF.

A princípio, o prejuízo que o torneio de Dubai pode causar se remete unicamente ao período que o antecede. A questão principal é encaixar o espaço de férias dos jogadores e uma preparação minimamente satisfatória e segura para a disputa de dois jogos, visando a diminuir riscos aos atletas. Esse trabalho já serviria como um primeiro estágio da pré-temporada, que seria intensificada e concluída após o retorno dos Emirados Árabes.

Aliás, o clube voltará de Dubai com um acréscimo na conta. Na pior das hipóteses, ficando em 4o lugar, o caixa colorado lucrará 300 mil dólares. Acabando em 3º, serão 500 mil verdinhas. Se for para a final e perder, o Inter volta da Ásia com 700 mil dólares. Levantando o caneco, o Colorado receberá 1 milhão de dólares bancados pelo petróleo árabe.



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Flu quer levar Gavilán.
Por Emanuel Neves
25/10/2007-05:47:02

Gavilán a caminha das Laranjeiras. Foto - Gremio.net

O Fluminense já teria acertado as bases salariais para contratar o volante Gavilán, visando à disputa da Libertadores. A informação foi divulgada na madrugada desta quinta-feira, pelo jornalista Caio Barbosa, no site Globoesporte.com. O Flu pensa em ter um jogador latino para a disputa da Copa e já sondou Acosta, do Náutico, e Verón, do Estudiantes. O sonho de consumo dos tricolores cariocas seria Riquelme, hoje inativo no Villareal, da Espanha. A direção do Flu acredita que a pena de 120 dias de suspensão imposta a Gavilán, fruto da agressão a Valdívia, possa ser reduzida.

Em se confirmando a proposta do Fluminense, a permanência de Gavilán no Olímpico para 2008 fica complicada. Há muito tempo, o jogador demonstra sua contrariedade com a impossibilidade de atuar devido à chegada do peruano Hidalgo, que estourou o limite de atletas estrangeiros permitido pela CBF. Para o volante seguir no Monumental, o Tricolor teria de se desfazer de um dos outros três gringos do plantel, Saja, Bustos ou Hidalgo, todos titulares de Mano Menezes.

Gavilán ainda é jovem, 27 anos, mas já tem boa experiência em competições internacionais, tendo disputado a Libertadores por Cerro, Newells e Grêmio, a Sul-Americana pelo Internacional e a Copa do Mundo pela Seleção Paraguaia, além de ter defendido o New Castle, da Inglaterra. Com seu estilo aguerrido, Gavilán se mostrou talhado para a Libertadores nos jogos decisivos do Grêmio nesse ano, principalmente contra Santos e Boca. Estava afirmado, em muito boa fase quando saiu do time. 

O gringo precisa jogar e seria um bom reforço para o time das Laranjeiras.



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O que fazer com Clemer?
Por Emanuel Neves
25/10/2007-05:42:01

Clemer aceitaria tomar o caminho do banco? Foto - Marcelo Campos/VIPCOMM

No Gigante, nesta quarta-feira, pouco se falou do jogo diante do Paraná. O time já está definido por Abel Braga. Em relação à equipe que bateu o Juventude, a única alteração será o retorno natural do zagueiro Sorondo em lugar de Orozco, que entrou para cobrir a suspensão do uruguaio. Se não houver alguma lesão ou percalço, o Colorado entrará na Vila Capanema, domingo, com Clemer; Monteiro, Índio, Sorondo e Marcão; Edinho, Magrão, Guiñazu e Alex; Gil e Fernandão.

Sem dúvidas na escalação, o assunto passou a ser 2008. As projeções para o próximo ano foram alimentadas pelas declarações de Abelão, que garantiu sua permanência no comando e praticamente já colocou Renan como o camisa 1 a partir de janeiro. O amadurecimento do goleiro parece ser um consenso, mas as opiniões em relação à sua promoção divergem. Existe resistência a Renan dentro da torcida, fruto das supostas falhas do goleiro nos jogos em que assumiu a titularidade. As enquetes de programas esportivos e discussões pela Internet são acirradas quando o assunto é a sucessão na meta vermelha. Muitos colorados querem a seqüência de Clemer em baixo dos traves por mais um ano e não aceitam a saída do arqueiro mais vencedor da história do clube.

Pelo que Abel colocou, Clemer não deve deixar o Beira-Rio. Devido à identificação do goleiro com o clube e à amizade com Renan, Clemer seguiria no grupo por mais um ou dois anos, como reserva. Depois, decidiria o seu futuro profissional, como treinador de goleiros, assistente ou técnico. Mais do que isso, o Inter manteria o nível de seus goleiros titular e reserva. Nos últimos anos, o Colorado teve André como suplente de Clemer e, logo depois, Renan assumiu o banco. Com a titularidade de Renan e sem Clemer, o reserva seria o jovem Muriel, que talvez ainda não esteja pronto.

A questão é se Clemer aceitaria abrir mão do posto que detém há meia década para ficar como opção, mantendo intactos apenas suas funções de liderança do grupo e o contra-cheque. Nesse ponto, passa-se também a contestar a utilidade de ter na reserva do gol um dos salários mais altos da folha. Junto com Iarley, Fernandão e, mais recentemente, Nilmar, Clemer aparece no topo da lista dos mais bem pagos do Gigante.



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Olho no olho.
Por Emanuel Neves
25/10/2007-05:29:53

Diego quer recuperar o bom futebol. Foto - Gremio.net

A derrota para o Flamengo não preocupou apenas a torcida gremista. O grupo de jogadores também parece ter se espantado com o mau desempenho da equipe, que manteve a escrita de voltar dos jogos fora do Olímpico com as mãos abanando. Nesta quarta-feira, teve reunião de cobrança e mobilização somente entre os atletas, sem a participação da comissão técnica nem dos dirigentes. Só a boleirada, olho no olho. Não foi um encontro programado. Partiu de um senso comum dos atletas, devido ao clima instaurado após os 2 a 0 de domingo. Eram unânimes o sentimento de insatisfação com o desempenho do Maracanã e a consciência de que o Grêmio não pode mais errar. Diego Souza, por exemplo, não escondeu o aborrecimento pelo seu rendimento fraco ante o Fla e por ter sido substituído por deficiência técnica. Logo ele, o jogador mais qualificado e, hoje, centro do time.

Esse tipo de reação de Diego e do grupo gremista como um todo demonstra o foco na conquista da vaga para a Libertadores, a disposição em dar o último gás na hora do funil do Brasileirão. Esse foi um ano de decisões dramáticas para o Grêmio. Há um cansaço natural do fim de temporada, talvez até agravado pelo número de partidas disputadas sob pressão. Caxias, Cerro, São Paulo, Defensor, Santos, Boca. Até aqui, foram seis as ‘finais’ que o Tricolor enfrentou. Logrou sucesso em quase todas. Daqui para a frente, serão mais seis. Delas depende não só a confirmação de um ano altamente positivo, mas também o tamanho do horizonte e das pretensões do clube em 2008.



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Acosta vem ai.
Por Emanuel Neves
25/10/2007-05:24:51

Acosta: uruguaio estará em campo no domingo. Foto - Timbunet.com.brO Grêmio bem que torceu, mas o meia-atacante Beto Acosta foi absolvido no julgamento desta quarta-feira e estará em campo defendendo o Náutico, domingo, no Olímpico. O uruguaio é o principal jogador da equipe pernambucana e ídolo máximo da torcida timbu. O site oficial dos alvirrubros do Recife, Timbunet, criou uma camisa especial em alusão ao goleador.

Mesmo atuando numa equipe que passou boa parte do campeonato na zona de rebaixamento, Acosta já marcou 17 gols no Brasileiro, aparecendo em segundo lugar na lista dos artilheiros – atrás apenas de Josiel, que empilhou 18 gols pelo também rebaixável Paraná.

Beto Acosta completará 31 anos em janeiro, já foi sondado pelo Corinthians e está na mira do Fluminense para a disputa da Libertadores de 2008. O Náutico negocia com o Cerrito, de Montevidéu, a compra dos direitos federativos do jogador.

Para a partida diante do Grêmio, o Náutico perdeu o atacante gaúcho Felipe, ex-Passo Fundo, devido a um estiramento na coxa direita.



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Dupla refeita.
Por Emanuel Neves
23/10/2007-07:27:31

Sandro deve voltar ao time. Foto - Gremio.net

O volante Eduardo Costa e o lateral Martín Hidalgo podem retornar ao time titular do Grêmio na partida do próximo domingo, contra o Náutico, no Olímpico. Ambos estão em fase final de recuperação e intensificarão os treinamentos durante a semana. Com a volta de Eduardo, é provável que Nunes sobre. Mano não terá Labarthe, suspenso. Dessa forma, o treinador pode encaminhar a restauração da primeira linha de meia-cancha que vinha dando certo durante quase todo o segundo turno, com Eduardo Costa e Sandro Goiano. Voltariam, assim, os dois jogadores que representam os pilares da consistência gremista, fortes no bloqueio do grande círculo e firmes na proteção dos zagueiros.

Já o encaixe de Hidalgo não me parece tão natural. Ânderson Pico vem bem no lado esquerdo, tendo se destacado como peça principal da equipe em partidas recentes. A vantagem de Hidalgo está na idéia da postura dos alas que Mano vem apresentando. O treinador prefere balancear um lateral mais contido com um jogador de avanço do lado oposto. Foi essa a prerrogativa que trouxe o peruano para o Olímpico, como contraponto ao ímpeto de Bustos. Pico tem mais elã e busca o apoio com freqüência. Apostando nesse equilíbrio e no resguardo, Mano reconduziu Patrício em lugar de Bustos, domingo, no Maracanã. Agora, porém, o Grêmio precisa da vitória em casa e enfrentará um adversário teoricamente menos qualificado. Não é momento para tanta prudência. Bustos e Pico podem jogar no mesmo time.

Há ainda a possibilidade de Mano utilizar Hidalgo e Ânderson juntos. Pico seria passado para o meio-campo, com Diego indo para o ataque em lugar de Jonas. Não gosto de Diego nessa função. O armador é melhor vindo de trás, com mais campo para carregar e pensar, com a goleira de frente para arrematar.



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Ainda não.
Por Emanuel Neves
23/10/2007-07:19:27

Nilmar: novamente vetado pelo DM. Foto - Marcelo Campos/VIPCOMM

Nesta segunda-feira, chegou a se especular a possibilidade de Nilmar viajar com o grupo colorado para o jogo diante do Paraná, domingo, na Vila Capanema. O atacante vem treinando bem há algum tempo, sem sentir dores. Mesmo assim, o departamento médico prefere esperar mais e não liberará Nilmar para a partida de Curitiba. Fica a expectativa do torcedor em relação ao compromisso da rodada seguinte, frente ao Sport, no Gigante.

A prudência do DM colorado em relação a Nilmar é plenamente justificável e encontra respaldo no próprio momento do clube. É bem provável que o Inter vá para as últimas rodadas longe do rebaixamento e inserido na tropa da Sul-Americana. Ou seja, sem almejar nada. Numa situação dessas, não há necessidade de apressar a recuperação de Nilmar e colocá-lo para jogar por laranjas.

A vitória diante do Juventude parece ter reanimado os ânimos, mudado feições e pensamentos por parte do torcedor colorado. Houve gente pegando a calculadora e sonhando com uma improvável vaga na Libertadores. É mais do que difícil. Eu diria sobrenatural. Não só pela diferença grande em relação aos ponteiros da tabela, mas pelo fato de o Internacional ter de alcançar um aproveitamento de 100% nos seis jogos restantes.

O momento é de projetar a próxima temporada, de reavaliar os inúmeros erros e encaminhar um planejamento correto. Com ele e com Nilmar, o Inter deve ter um 2008 bem mais proveitoso.



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Jogando sozinho.
Por Emanuel Neves
22/10/2007-07:35:08

Fernandão: Inter passeou no Gigante. Foto - Marcelo Campos/VIPCOMM

Marcão acordou neste domingo com a alma sofrendo de uma inanição atroz. Há sessenta dias, sua desinformação e o STJD haviam lhe sacado o futebol, haviam tolhido o jogador de fazer aquilo que lhe dá a razão de assim ser chamado, de assim ser reconhecido, exaltado ou criticado, louvado ou apupado. Marcão ficou vendo da arquibancada o Internacional oscilar durante esses dois meses. Assistiu a um insuficiente Alex insistindo em ocupar o seu posto devido a um erro de avaliação, de projeção, de visão.

Até a tarde-noite de ontem, quando ele fardou a cinco colorada, ouviu a palestra de Abel, tomou seu lugar na fila, tremeu ao som da massa e, ao trilar do apito, jogou a melhor partida desde que chegou ao Beira-Rio. Marcão e seu espírito faminto ocuparam o lado esquerdo vermelho com total autoridade. Seja indo ou vindo, desarmando ou espetando, Marcão foi lateral de fato, o lateral que o articulador Alex em nenhum momento conseguiu ser.

O Inter de Marcão jogou sozinho diante do Juventude. A supremacia colorada foi abissal, referendada pelo placar, enfeitada pelo "olé" que permeou boa parte do segundo tempo. O time de Abel Braga teve um Fernandão inspirado no comando do ataque, inovando no gol de falta, causando déjà vu no testaço certeiro, abusando numa meia-lua constrangedora no círculo central. O camisa 9 mostrou lampejos do futebol que o consagrou e já despertava saudades. Foi o pensador e seu correr compassado, raciocinando em seu jogo lento e inteligente. Foi o capitão e sua presença altiva, flanando em qualquer parte do campo. Foi o centroavante e sua soberania inconteste quando do chão se alça, levantando a massa, quando ganha o espaço e alcança a fatia de ar acima de qualquer outro, abaixo apenas da torcida e seu êxtase.

O Inter de Marcão e de Fernandão teve Alex na sua, liberado para jogar. Por vezes quase como terceiro avante. Em outras, caindo da direita para o meio, buscando o arremate, com presença constante no auxílio ao ataque. Atrás dele, houve Magrão em tarde excelente, chapeleando na intermediária, houve Magrão em gol primoroso e por quem tudo passa no meio-campo. Ao lado desse, e atrás, e à frente, e pela grama, e pelo alto, e nas numeradas, e no placar eletrônico, e na pista atlética, e por todo o canto ou nesga que se olhe e se imagine, houve e sempre há Guiñazu. Cholo e sua careca reluzente, Pablo e seus cinco pulmões.

O Inter de Marcão e de Fernandão, de Alex, Guiñazu e Magrão, ainda teve a segurança do colombiano Orozco e de Índio, o trabalho sóbrio de Clemer e a contribuição de Monteiro. A meu ver, Edinho e Gil estiveram um pouco abaixo. O volante parecia afobado, errando muitos passes, em seu velho e constante costume. O atacante esteve inoperante e perdeu praticamente todas as jogadas individuais.

O Inter da vitória sobre o Juventude teve ainda um adversário condizente com a posição que ocupa na tabela. Não há mais o que se fazer com o Papo. E o próprio grupo alviverde parece ter se dado conta disso durante a partida. Num determinado momento do segundo tempo, Fabio Baiano pegou a bola no grande círculo e bateu para o gol. Assim, como quem tenta surpreender o goleiro. Mas Clemer não estava nem um passo adiantado. Havia uma dezena de jogadores entre o meia e a área. O chute saiu espirrado e rumou para a linha de fundo ou lateral. Seguindo a pelota e seu rolar trêmulo, havia o olhar perdido de Fábio Baiano, prostrado no grande círculo. Nenhum companheiro se queixou ou aplaudiu. Todos simplesmente baixaram a cabeça e trotaram. Baiano abriu os braços e deixou-os cair.

Com eles e com os 3 a 0, foi-se também o Juventude.



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Simbiose de insegurança.
Por Emanuel Neves
22/10/2007-07:29:39

Mano: Grêmio caseiro. Foto - Grêmio.net

Eu estive no Beira-Rio e não pude acompanhar à derrota do Grêmio diante do Flamengo, que ocorreu no mesmo horário, no Maracanã. Assisti apenas aos lances, li e ouvi alguns comentários. Mas os 2 a 0 diante dos cariocas serviram para reforçar uma marca tricolor nesse 2007. O Grêmio da temporada é um time que não funciona sem ser inflamado, sem ser acalentado por 30, 40 mil vozes gremistas, por bumbos e barras tricolores. O Grêmio só existe no empurrão, na gritaria. Mano Menezes e seus comandados se perdem quando não enxergam o seu redor pintado de azul, preto e branco. Longe da Azenha, o treinador e seus atletas formam uma patente simbiose de insegurança.

Vejam o primeiro gol do Flamengo, por exemplo. Em algum momento do ano, a zaga gremista cometeu aquele tipo de erro dentro do Olímpico? Nunca. Mas num Maracanã urrando em preto e vermelho, a defesa tricolor abriu o caminho para a vitória carioca numa trapalhada bisonha. Já havia acontecido na Bombonera, numa situação de pressão semelhante, quando Patrício colocou a bola para dentro do gol. O próprio Mano Menezes se perde quando não vê às suas costas a casamata do Monumental. O técnico só erra longe do Olímpico. Ao menos, só admite os erros cometidos fora de casa. Até porque as derrotas geralmente só aparecem em partidas assim. Contra o Corinthians, no Pacaembu, Mano admitiu ter culpa no insucesso por um erro de escalação, de estratégia. Ontem, chamou para si a responsabilidade pelo equívoco da entrada de Danilo em lugar de Diego. Sem o grito da massa, Mano Menezes parece encontrar dificuldades até para fazer a leitura correta do jogo.

Restam seis rodadas para o término do Brasileirão, e o Grêmio tem três jogos em casa. Os 100% de aproveitamento nesses compromissos são mais do que vitais. Há ainda outros três embates fora. É tarde para o Grêmio pensar nos motivos pelos quais jamais conseguiu repetir longe do Olímpico as atuações e resultados que angariou em frente ao seu torcedor. Mas há a obrigação de vencer ao menos uma das três partidas. O varzeano América-RN, na penúltima rodada, será a grande chance de obter ao menos esses três pontos.

Para encrespar de vez, o Grêmio ganhou mais um adversário na briga pela Libertadores. O Flamengo cresceu muito e colou nos ponteiros. Os próximos dois jogos do Rubro-Negro são contra duas babas: América-RN, fora de casa, e Corinthians, no Maracanã. A possibilidade dos seis pontos é grande.

Assim como havia ocorrido há uma semana, quando do enfrentamento com o Goiás, a partida frente ao Náutico dobrou em importância. Menos mal que esse é um jogo à feição do Grêmio: decisivo e com o apoio da massa.



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Encrespou.
Por Emanuel Neves
19/10/2007-07:05:05

Souza: Fla pode voltar à briga. Foto - Julio Santos/VIPCOMM

A vitória do Flamengo sobre o Vasco, na noite desta quinta-feira, era tudo o que o Grêmio não queria. Com um homem a menos durante 60 minutos, o Rubro-Negro fez 2 a 1 sobre o arqui-rival e pulou para 46 pontos, encurtando para cinco a diferença em relação ao Tricolor. A partida de domingo dobrou de valor, principalmente para o Fla. Se vencer, o time de Joel Santana ficará a dois pontos do Grêmio, entrando de vez na briga pelo G4. O resultado também deve contribuir para um público significativo no Maracanã

Na projeção de jogos restantes, um empate no Maraca não é de todo ruim para o Grêmio. Até porque, nesta rodada, os compromissos dos adversários diretos são equilibrados. Em tese, o Palmeiras ficou com a tarefa mais fácil. O time de Caio Júnior pega o moribundo Paraná, sábado, dentro do Palestra. Já o Santos encara uma parada mais complicada: terá de ir até o Scarpelli enfrentar o Figueira. A grande encrenca está reservada ao Cruzeiro. A Raposa tem pela frente o São Paulo, no Morumbi, em uma partida que pode praticamente definir o título para o Tricolor.

Abaixo, a lista dos jogos que restam para os adversários do Grêmio na briga pela vaga na Libertadores:

CRUZEIRO

21/10 São Paulo x Cruzeiro  - Morumbi 
27/10 Cruzeiro x Atlético-PR - Mineirão
31/10 Botafogo x Cruzeiro - Maracanã
04/11 Cruzeiro x Flamengo - Mineirão
11/11 Internacional x Cruzeiro - Beira-Rio
25/11 Sport x Cruzeiro - Ilha do Retiro 
02/12 Cruzeiro x América-RN - Mineirão

SANTOS

21/10 Figueirense x Santos - Orlando Scarpelli 
27/10 Santos x Goiás - Vila Belmiro 
31/10 Náutico-PE x Santos - Aflitos 
04/11 Santos x Atlético-MG - Vila Belmiro 
11/11 Flamengo x Santos - Maracanã 
25/11 Paraná Clube x Santos - Vila Capanema
02/12 Santos x Fluminense Brasileirão - Vila Belmiro

PALMEIRAS

20/10 Palmeiras x Paraná Clube - Parque Antarctica
28/10 Vasco x Palmeiras - São Januário 
31/10 Palmeiras x Juventude - Parque Antarctica
04/11 Sport x Palmeiras - Ilha do Retiro
11/11 Palmeiras x Fluminense - Parque Antarctica 
25/11 Internacional x Palmeiras - Beira-Rio
02/12 Palmeiras x Atlético-MG - Parque Antarctica

FLAMENGO

21/10 Flamengo x Grêmio - Maracanã 
28/10 América-RN x Flamengo - Machadão 
31/10 Flamengo x Corinthians - Maracanã
04/11 Cruzeiro x Flamengo - Mineirão
11/11 Flamengo x Santos - Maracanã 
25/11 Flamengo x Atlético-PR  - Maracanã 
02/12 Náutico-PE x Flamengo - Aflitos 



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